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Roteiro de Leitura

 

Roteiro de Leitura Orante 7

            

                    SERMÃO DA MONTANHA  

 

1. Ambientação

   Um momento de silêncio e uma oração ou um canto.

 

2. Acolhida

    Cada grupo escolhe como acolher os participantes: um momento de silêncio e uma oração ou um canto.

 

  1. Motivando a conversa
 

    Partilhar experiências vividas com os excluídos da sociedade, pobres, desempregados e enfermos.

Canto apropriado

 

Situando o texto

 

   O povo da Palestina morava num lugar considerado a Terra Prometida, mas sofria opressões semelhantes às vividas por seus antepassados no Egito. A Palestina, ocupada pelos romanos, foi onde Jesus realizou seu ensinamento em busca da libertação. As autoridades, entretanto, responsáveis pela segurança e manutenção da ordem pública, não entendiam o sentido verdadeiro dessa libertação.

As bem-aventuranças pregavam um novo modo de vida, de felicidade. Anunciavam a vinda do Reino por meio da palavra e da ação de Jesus dirigida aos oprimidos, habituados a viver em uma sociedade baseada no culto à riqueza e na exploração econômica.

O Sermão da Montanha é a Boa Nova, repleta de felicidade e bênçãos.  Jesus fez uma releitura da  lei de Moisés e propõe uma nova maneira de pensar e um programa de vida voltado para entrar, trabalhar e manter-se no Reino.

 

Leitura do texto:

 

-  Acolher a Palavra de Deus com um canto  apropriado

-  Ler o texto  Mt 5, 1-12 – a leitura pode ser feito em forma de jogral.

- Propor um momento de silencia.

- Em que consistia a Boa Nova de Jesus?

- Por que Jesus escolheu pessoas excluídas e sofredoras para declará-las bem-aventuradas?

- Como Jesus queria que os mandamentos fossem vividos?

 

 Iluminando a vida

 

    No tempo de Jesus, muitos acreditavam que Deus castigava com pobreza, doença, esterilidade e orfandade os que não cumpriam fielmente a Lei. Jesus, ao contrário, anunciou o amor de Deus para todos e exigia como resposta o amor aos irmãos.

Jesus declarou bem-aventurados os impuros. Eles foram os principais destinatários do Reino de Deus que, ao aceitar a Boa Nova de Jesus, o seguiram até criar um novo povo.  Jesus pediu mais justiça para eles do que os mestres da lei e os fariseus. Não matar era pouco, era necessário superar o ódio e o ressentimento que dividiam os irmãos e provocavam dor e sofrimento.

Acabou a era dos relacionamentos fundamentados no “olho por olho, dente por dente.” (Ex 21,24-25). Jesus pregava o respeito à vida pela prática do amor. É o  que o Pai espera de nós.

 

        Como lidamos com os problemas da injustiça, do consumismo e da doença hoje?

 

Encerramento

        Finalizar com uma oração e/ou uma bênção,  a critério do grupo.



Roteiro de Leitura Orante 6


O Profetismo na Vida Religiosa

O profeta Amós

TEMA: O profetismo na Vida Religiosa.
PERSONAGENS: Amós, Amasias e Jeroboão.
TEXTO: Am 7,10-17.
PALAVRAS-CHAVE: sacerdote de Betel, conspira, vidente, foge, profetiza lá.
PERSPECTIVA: Muitas pessoas se apresentam como profetisas, enviadas por Deus, porém seu anúncio e seu testemunho justificam, na verdade, um sistema que oprime e exclui. 

Não sou um profeta, nem filho de profeta;

eu sou um vaqueiro e um cultivador de sicômoros. (Am 7,14)

 

1. Preparar o ambiente

- Espalhar pela sala folhas de jornais com notícias sobre diferentes realidades.

- Providenciar um aparelho de som com músicas instrumentais, uma vela e um potE ou bacia com água.

- Fazer um cartaz com o tema do encontro.

 

2. Acolhida

- Invocar a presença do Espírito Santo, através de um canto. 

- Partilhar a memória do último encontro ou de fatos significativos na comunidade.

 

3. Motivando a conversa

- Pedir que as pessoas observem as notícias dos jornais espalhados pela sala.

- Convidar todas a andarem sobre as folhas de jornais, observando os fatos, as imagens e as pessoas que aparecem nas notícias. Enquanto isso, colocar a música instrumental. De vez em quando, parar a música e pedir para as pessoas "defenderem" a realidade que aparece na notícia do jornal que está sob seus pés (mesmo que não concordem). (Pode-se repetir a dinâmica quantas vezes quiser.)

- Não é preciso que todas falem. Após algumas partilhas, sentar e refletir a partir das seguintes perguntas:

    a) Você conhece algum fato semelhante?

    b) O que é ser profetisa diante dessa realidade?

 

4. Situando o texto

- A profecia surge como uma voz de alerta ao povo e a seus governantes quando se afastam do projeto de Deus. A profetisa, por sua vez, é sempre porta-voz de um grupo e fala a partir de sua realidade. Assim, em nome de Deus, denuncia  situações de exclusão e de morte ou, também em nome de Deus, justifica privilégios de uma minoria.

- No texto do profeta Amós, podemos perceber claramente esta situação. De um lado, Amós, profeta popular que, em nome de Deus, denuncia os desmandos do rei Jeroboão. De outro, Amasias, profeta e sacerdote do rei, que, também em nome de Javé, defende o projeto do rei. Amós fala em nome do povo oprimido e explorado, e Amasias, em nome do rei.


5. Lendo o texto

- Acolher a Palavra com a música: É como a chuva que lava... Durante o canto, uma pessoa entra com a Palavra e fica no meio da sala, sobre os jornais. Outras duas pessoas podem entrar com a vela e com o pote ou a bacia de água.

- Ler o texto de Amós 7,10-17. A leitura deve ser feita de forma bem compassada. Após a leitura, deixar a Bíblia sobre os jornais, juntamente a vela e a água.

- Propor um momento de silêncio e, antes de retomar a conversa, cantar novamente o refrão.

Para conversar:

          a) Quem são as personagens do texto?

          b) O que cada uma fala? Dá para perceber que grupo cada uma representa? 


6. Aplicando à vida

- Como vimos, Amós fala a partir de sua realidade, bem como Amasias. São dois projetos que disputam a confiança do povo, porém através de caminhos opostos. Nós, enquanto religiosas, também defendemos um projeto, que pode estar questionando a realidade ou justificando-a. 

- Algumas perguntas podem ajudar:

          a) Olhando para Amós e Amasias, qual o projeto que está por trás da minha profecia, do meu anúncio?
  
          b) Quais as pessoas, os grupos e movimentos que sustentam minha profecia?

- Muitas vezes, na caminhada, a profecia exige um compromisso cada vez mais radical, inclusive o rompimento com grupos, pessoas e situações. Sabemos que defender e ser porta-voz do povo excluído é ser alvo de calúnias e difamações. É na hora do conflito e das perseguições que conseguimos ver claramente de que lado estão as profetisas de hoje.

7. Celebrando

- Voltando a olhar os jornais que estão "no chão", lembrar que, no início do nosso encontro, tínhamos somente as notícias. Iluminamos essa realidade com a Palavra e, de modo especial, com a memória da profecia de Amós.

- Podemos expressar agora, através de preces, as nossas inquietações, pedindo forças a Deus para correspondermos a seu Projeto.

- Encerrar com o canto do Pe. Zezinho: Religião Libertadora ou Se calarem a voz dos profetas, ou outro...  


8. Aprofundando

- Amós nasceu no sul de Judá, na cidade de Técua. Pequeno criador de gado e cultivador de sicômoros, migrou para o Reino do Norte, onde levantou sua voz profética, por volta dos anos 760-740 a.C. 

- Neste período, o Reino do Norte era governado por JeroboãoII, cuja administração trouxe crescimento comercial e financeiro: Israel possuía o domínio de duas rotas comerciais importantes que possibilitavam o  acesso aos 4 cantos do mundo: Síria, Arábia, Egito e Ásia (Am 1,3-5; verificar a localização dessas regiões no mapa de sua Bíblia). Além disso, a garantia de paz entre a Samaria e Jerusalém também favoreceu o desenvolvimento econômico do Reino do Norte durante o seu governo.

- Entretanto, a prosperidade e a paz não atingiam por igual toda a sociedade (Am 1,6-16). Na verdade, a riqueza de poucos era alimentada pela miséria da grande maioria da população. Camponesas e camponeses pobres eram exploradas/os em seu trabalho para sustentar o luxo da corte (Am 4,1-3). É contra essa injustiça, e a favor dos pobres, que Amós e seu grupo levantam a voz. 

- A profecia de Amós, em nome de Javé, denuncia a corrupção nos tribunais e aqueles que, à porta da cidade, distorcem o direito e a justiça (Am 5,14-15); denuncia o roubo nas balanças (Am 8,4-8); os banquetes e as festas luxuosas (Am 5,21); o falso sacrifício (Am 5,22-25); e chama a atenção daquelas/es que se apóiam na figura do rei (Am 6,1-7). No texto, Amós e seu grupo desmascaram a ideologia do rei, mostrando que a prosperidade do Reino do Norte beneficia somente alguns. Sua crítica atinge as estruturas do império e, aos olhos do rei, representa a ameaça de um golpe.  

- Por isso, a profecia de Amasias, que defende o projeto do rei, tenta confundir o povo  denunciando Amós como falso profeta. Amasias também fala em nome de Javé, porém o faz a partir dos interesses do rei e de seus aliados. Trata-se, portanto, de uma profecia que justifica o sistema opressor.

- Percebemos, assim, que a profecia nasce da realidade em que vivemos e é sustentada por um grupo. De acordo com o projeto deste grupo, ela pode justificar o sistema opressor ou denunciá-lo, buscando a sua transformação.  


Centro Bíblico Verbo Divino



Roteiro de Leitura Orante 5 

O profetismo na Vida Religiosa

O profeta Elias

TEMA: O profetismo na Vida Religiosa
PERSONAGENS: A viúva de Sarepta, o filho da viúva, Elias, Acab, Jezabel, os profetas de Jezabel, os profetas de Acab.
TEXTO: 1Rs 17,1-24
PALAVRAS-CHAVE: testemunho, casa, seca, fome, pão, água, azeite, farinha, morte, vida, anúncio, denúncia
PERSPECTIVA: Testemunhar a presença do Deus da Vida que suscita vida.

Agora sei que és um homem de Deus
e que Javé fala verdadeiramente por tua boca. (1Rs 17,24)

 

1. Preparar o ambiente    

- Preparar o ambiente com os elementos do pão: farinha, água, azeite, sal etc. (deixar    em reserva um pão preparado).

- Figuras de pessoas famintas, desnutridas, cavalos, burros, armas de guerra etc.

- Preparar local  visível e destacado para a Palavra de Deus.

- Colocar com letras grandes o tema do encontro.


2. Acolhida

- Invocar o Espírito Santo, força de Deus que acolhe a anima o seu povo na sua caminhada profética. Cantar - Se calarem a voz dos profetas, as pedras falarão...” ou outro apropriado.

- Partilhar a realização do gesto concreto sugerido no último encontro.... (ver no site anterior) .


3. Motivando a conversa

- Na partilha das experiências num curso sobre profetismo, Ir. Maria nos contou o seguinte fato. “Trabalho numa creche de crianças doentes terminais. Elas não andam e não falam. Ficam num berçário de oito crianças cada quarto. Normalmente são colocadas em colchas com duas ou três crianças e levada para o banho coletivo. Em se tratando de local de doentes, apesar de todo esforço de higiene, o odor é forte. Um dia, ao entrar no dormitório e aproximar-me do berço de uma menina de quatro anos e meio, mas com o tamanho de uma criança de oito meses, para dar-lhe mamadeira, automaticamente, coloquei a mão no nariz. Ela me olhou com um olhar profundo e as lágrimas rolaram. Eu a tomei nos braços e nossas lágrimas se misturaram. A partir daquele dia determinei que cada criança receberia banho, comida e demais tratos personalizados. Aquela criança, cujo nome não aparece na história, foi profeta na vida de Irmã Maria e fez de Ir. Maria profeta na vida das demais crianças e de tantas pessoas que tomarem conhecimento deste fato.

           a) Você conhece algum fato semelhante?

           b) Afinal, o que é ser profeta?

- Terminar este momento com um canto apropriado.  


4. Situando o texto

- Hoje vamos ler, refletir e rezar 1Rs 21,1-24. Esse texto faz parte do grande bloco chamado ciclo de Elias que vai de 2Rs 17,1 – 2Rs 1,18, onde encontramos as histórias do grande profeta Elias. Quem era Elias? Onde e quando viveu? Elias era um nordestino de Gallaade (1Rs 17,1). Ele viveu em Israel um tempo marcado pela fome, doença, e morte, sobretudo dos camponeses e camponesas. Era por volta do ano 850 antes de Cristo. Nessa época, reinava em Israel Acab, casado com Jezabel, princesa fenícia. Esta família e sua corte estavam preocupadas em acumular riqueza e viver na mordomia. Por isso investiram muito no comércio. Eles fizeram aliança com os fenícios, os maiores comerciantes da época. Israel comprava dos fenícios tecidos, objetos de luxo e armas. E, em troca, oferecia trigo, óleo, azeite e gado.

- Usando do famoso direito dos reis (cf. Dt 17,14-20; 1Sm 8,10-17), Acab e Jezabel pisavam no povo como se fossem donos da vida e da morte de seus súditos. Para piorar ainda mais as coisas, nessa época houve um longo período de seca que prejudicou terrivelmente a vida dos camponeses e das camponesas. Enquanto o povo passava fome e penúria Acab, sua corte e seus profetas estavam preocupados em manter vivos os seus “cavalos e burros”, isto é, estavam preocupados com o exército e com o comércio (1Rs 18,1-5).


5. Lendo o texto


- Cantar um refrão de acolhida ao texto bíblico.

- Ler pausadamente 1Rs 17,1-24.

- Fechar a Bíblia. Contar a história em mutirão. Abrir a Bíblia e conferir se foi esquecido      algum dado.

- O que nos chamou a atenção?

- Mais um tempo de silêncio para deixar ecoar a Palavra de Deus.


6. Aplicando à vida


- Elias, como muita gente de sua época, está fugindo da seca. Sai de Galaade e se dirige para Sarepta, na região de Sidônia. Lá ele encontra uma mulher pobre, viúva, estrangeira que, com seu filho órfão, também vive a penúria da fome e da seca. A esse grupo, de pobres e miseráveis, símbolo das excluídas e excluídos daquela época, Elias pede água e pão. A mulher e o filho o acolhem e partilham com ele o que lhes resta. A partilha generosa e gratuita da mulher faz o milagre da fartura.

- É com essa comunidade de sofredores e sofredoras anônimos/as que Elias convive durante três anos, na partilha e na solidariedade. Cresce a opressão da sociedade, mas ao mesmo tempo cresce a resistência dos pobres, grito profético contra a força da morte que continua destruindo a vida do povo. O filho único da viúva acaba morrendo. Agora é a mulher que desafia Elias. Elias clama a Javé. Javé, o Deus da vida, presença sagrada na comunidade que acolhe e partilha, ouve o clamor, restaura a vida do menino... Na resistência, na partilha, na solidariedade dessa comunidade profética, Elias experimenta a manifestação sagrada de Deus, capta a sua presença e sua palavra se torna Palavra de Deus. Foi desse grupo de pobres que ele recebeu a confirmação de sua missão: “Assim disse a mulher a Elias: ‘Agora sei que você é um homem de Deus, e que de fato anuncia a palavra de Javé’” (1Rs 17,24).  

- A situação de opressão é um apelo à profecia que nasce no meio do povo e se expressa no seu esforço de organização. Mesmo sem falar, a presença dos pobres, excluídas e excluídos, é um grito profético que interpela a consciência da nação, a vivência de nossa vida religiosa. Os profetas e as profetisas, comprometidos e comprometidas com a causa dessas pessoas, captam o seu grito, se tornam seus porta-vozes e as ajudam na sua organização.. 

- A viúva de Sarepta, seu filho, a menina da creche da história que rezamos no início da reunião, como a maioria dos excluídos e excluídas, não têm nome. É assim também hoje: os sem terra, os sem casa, os meninos e meninas de rua, os prisioneiros e prisioneiras mortos nas rebeliões, e tantos outros excluídos e excluídas que nossos noticiários falam sem dizer os nomes. Eles e elas são os servos e as servas sofredoras, cuja vida é uma profecia anônima da situação de opressão em que vivemos.

           a) Quais as situações hoje que são um apelo profético à Vida Religiosa?

           b) Que respostas a Vida Religiosa já está dando?

           c) Que passos ainda podemos dar?


7. Celebrando   

           

- Ao longo de nossa história experimentamos das mais diferentes maneiras a presença de Deus que suscita na história profetas e profetisas que vão apontando para o povo o caminho a seguir. A história de Elias e da viúva com seu filho, capta essa experiência de Deus pai e mãe que está junto, acompanha, cuida, protege...

- Trazer o pão. Todas/os estendem a mão e abençoam com o canto: Este pão será abençoado, pois o senhor vai derramar o seu amor (ou outro apropriado).

- Com este pão que vai ser partilhado queremos refletir: com que grupos estamos comprometidas/os? Qual é o nosso lugar social? Qual é o apelo de Deus para nossa Vida Religiosa?

- Pai nosso....

- Vamos partilhar o pão rezando em forma de súplica, de agradecimento, de louvor o apelo profético que a comunidade da viúva de Sarepta e o profeta Elias fazem para nós hoje. Todos respondem: Amém, Senhor. Após duas ou três partilhas cantar: “Eu quero ver, eu quero ver, acontecer”.... ou “Ninguém pode prender um sonho, impedir alguém de sonhar..”

Nota: Assista o vídeo “Tempo de re-construir” – Profetas e profetisas  ontem e hoje. Verbo Filmes e Centro Bíblico Verbo.



Roteiro de Leitura Orante 4

O profetismo na Vida Religiosa

O profeta Sofonias

Tema: Sofonias – um projeto que nasce a partir dos pobres da terra
Texto: Sofonias 2,1-3
Palavras-chave: justiça e paz
Perspectiva: assumir a defesa da paz e o compromisso com a justiça e a paz, mesmo que
isto custe a própria vida.

Procurai a justiça, procurai a pobreza:

talvez sejais protegidos no dia de Javé (Sf 2,3).

 

1. Preparar o ambiente

  • Preparar a sala com recortes de jornais que falem da paz, alguns ramos verdes, desenhos de mãos, pés e coração.
  • Colocar a Palavra de Deus em lugar de destaque.
  • Visualizar o tema do encontro.


2. Acolhida

  • Invocar o Espírito Santo, força de Deus que acolhe a anima o seu povo na caminhada. Cantar ou rezar de mãos dadas: “Quando o Espírito de Deus soprou, o mundo inteiro, se iluminou...” ou “Vinde, Espírito Santo”.
  • Partilhar a realização de um gesto concreto em defesa da paz.
     
  • Concluir este momento com um canto adaptado e conhecido. Sugestão: “Quando o dia da paz renascer”.


3. Motivando a conversa

  • Vamos fazer memória dos vários movimentos pela paz que aconteceram nesse ano. Em quais movimentos nós participamos? O que nós podemos fazer?
  • De onde acreditamos que vem a mudança da sociedade?
  • Hoje vamos rezar e refletir o projeto de mudança social da comunidade do profeta Sofonias 2,1-3.
  • Canto apropriado


4. Situando o texto

  • O texto da comunidade de Sofonias, provavelmente, foi escrito entre os anos 640 e 630 a.C. Época em que Judá enfrentava muita opressão e muitas guerras, por causa das alianças que as elites de Jerusalém faziam com as nações vizinhas.

  • A comunidade de Sofonias é o grito profético do povo expoliado: os pequenos camponeses, os pastores (2,6); os pobres, os miseráveis, denominados os pobres da terra (2,3), contra as classes ricas e opulentas (1,12-13), contra os estrangeiros opressores (1,4-6 e 2,4-15). A cidade de Jerusalém com seus dirigentes é chamada de rebelde, manchada, cidade opressora (3,1).

  • O texto que vamos ler e refletir nos traz o projeto da comunidade de Sofonias frente à situação imposta pelos governantes. Estas autoridades em vez de pastorear estão atacando o povo. Os príncipes são leões que devoram o povo. Os juízes são chamados de lobos vorazes (3,3). Os profetas são aventureiros e traidores e os sacerdotes profanam o culto e violam a lei (3,4). Enfim, todas as instâncias do poder são corruptas, praticam a iniquidade e são aliadas do império assírio (3,5).

  • A comunidade do profeta denuncia o poder concentrado na mão do estado, na cidade-capital, Jerusalém e mantido pela família real, no caso, a dinastia davídica: os filhos do rei (1,8). Esse grupo, para se manter no poder, vivia submisso à Assíria, que durante a menoridade do rei Josias ainda mantinha sua posição imperialista. Tal submissão era justificada pela adoção dos seus deuses assírios o exército dos céus (1,5).

  • Diante de tal realidade o grupo profético de Sofonias faz uma alerta a todo o povo: a eminência do dia de Javé, o Deus dos pobres, como o dia do castigo (1,7). Mas o que é o dia de Javé (1,14-18)? O dia de Javé, na sua origem é o dia da intervenção do Senhor que salvou o povo de Israel das mãos dos inimigos, em batalhas ocorridas na época da ocupação da terra de Canaã (1250 – 1000 a.C. Cf. Js 7,8; 10,8-15). Esta esperança de salvação ficou no coração do povo.

  • Mais tarde, por volta do ano 750 a.C., no período do governo de Jeroboão II, no reino do Norte, ou reino de Israel, a elite viveu um tempo de prosperidade às custas do sangue do povo, sobretudo, dos agricultores e agricultoras. O grupo profético de Amós releu essa experiência do dia da intervenção do Senhor, mas com outro conteúdo. O dia de Javé será um dia de trevas e julgamento contra os dirigentes de Israel que estão oprimindo o povo (cf. Am 5,18-20).

  • O grupo de Sofonias, por sua vez, faz uma alerta ao povo do caminho da autodestruição que eles e elas estão tomando (1,2-3). Na prática é o mesmo grito profético da comunidade de Oséias (Os 4,1-3). A elite, na sua ganância por ouro e prata (18) está destruindo o seu povo, a vida no campo, os animais, as aves, a natureza, o cosmos. Com isso está se auto destruindo.

  • O dia de Iahweh, ponto central da profecia de Sofonias, será coroado com um sacrifício de comunhão – um banquete para os convidados que foram santificados na luta pela justiça, pela vida (1,7). E os ímpios, os injustos não terão possibilidade de participar.


5. Leitura do texto

  • Acolher  a Palavra de Deus, com um canto apropriado, colocando-a em local de destaque.
  • Ler o texto de Sf 2,1-3.
  • Propor um momento de silêncio. Colocar os desenhos de mãos, pés, coração, em volta da Bíblia aberta em Sf 2,1-3

Para conversar:

             a) O que é o dia de Javé para a comunidade de Sofonias?
             b) Como evitar o dia de Javé?


6. Iluminando a vida

  • A comunidade do profeta Sofonias propõe que o próprio povo se una e tome a história em suas mãos (3,1). E reconstrua a sociedade a partir dos interesses dos pobres da terra  (Am 8,4), daqueles e daquelas que realizam a vontade de Iahweh, que é a prática da justiça e da solidariedade (2,3; cf. Am 5,24; Mq 6,8; Jr 23,6). Isso significa reorganizar a sociedade de maneira humana e fraterna e assim evitar o dia de Javé (3,7).

    a) E nós, religiosas e religiosos de hoje, o que podemos fazer?


           b) Como pessoas cristãs, consagradas a Deus na Vida Religiosa, como tem sido nosso testemunho e nossa resistência na prática da justiça:

  • nas pequenas coisas da vida diária em nossas comunidades, no relacionamento entre nós e com funcionárias/os?
  • Dentro de nossa instituição?
  • Dentro da Igreja? Na sociedade? 


7. Celebrando a vida

  • Rezar o Sl 84(85), 1-10.   


  •  A partir do texto bíblico e da nossa realidade, o que queremos dizer para Deus hoje?
  • Olhar para as/os irmãs/os que nos dão um testemunho de prática da justiça e fazer uma prece de súplica, louvor, conforme o apelo a Deus.
  • Concluir com a bênção e o canto “Quando o dia da paz renascer...”, ou outro canto apropriado.
 

 

 

9. Gesto concreto em relação à ecologia: cuidado com a natureza em todos os níveis

  • trazer uma planta ou uma semente para o próximo encontro.

Roteiro de Leitura Orante 3

No caminho das comunidades

Tema: “Vale a pena lutar, ainda que custe a própria vida”. 1
Personagens: Estêvão, judeus helenistas, doutores da Lei, alguns membros do
sinédrio, povo, anciãos e Saulo.
Texto: At 6,-15; 7,55-60.
Palavras-chave: prodígios e sinais, Lei, templo e Espírito Santo.
Perspectiva: Testemunhar a vida e a prática de Jesus, assumindo a defesa da vida ameaçada e o compromisso com a justiça, mesmo que isto custe a própria vida.

Cheio de graça e poder,

Estêvão fazia grandes prodígios e sinais entre o povo. (At 6,8)





1. Preparar o Ambiente

  • Preparar uma árvore seca ou um planta e fita adesiva para fixar recortes fotos ou papéis com nomes de pessoas que morreram em defesa da vida, incluindo religiosos e religiosas, de ontem e de hoje.
  • Preparar algumas espigas de trigo maduras e um pão.
  • Preparar local visível e destacado para a Palavra de Deus.
  • Visualizar o tema do encontro.


2. Acolhida

  • Invocar o Espírito Santo, força de Deus que acolhe a anima o seu povo na caminhada. Cantar ou rezar: “Vinde, Espírito Santo”.
  • Partilhar a realização do gesto concreto sugerido no último encontro. Como nos sentimos ao estender a mão e olhar de maneira amorosa e solidária para as pessoas que encontramos?
  • Concluir este momento com um canto adaptado e conhecido.


3. Motivando a Conversa

  • Recordar o nome de cristãos, religiosos e religiosas que entregaram sua vida por diferentes causas. Pessoas que denunciaram a injustiça, a pobreza, a violência nas diferentes realidades que tocamos, conhecemos ou recebemos informação. Homens e mulheres que lutam em nome da paz, pelos direitos e dignidade das pessoas.
  • Vamos olhar para nossas congregações, para nossas comunidades. Podemos citar algum fato concreto da vida de nossas companheiras e companheiros que estão doando a vida para que outros e outras tenham vida?
  • Refrão cantado: Prova de amor maior não há, que doar a vida pelo irmão.


4. Situando o Texto

  • O anúncio da Boa Nova de Jesus é para todas e todos, ultrapassando as barreiras de religião, etnia, sexo, classe social e, ao mesmo tempo, propondo uma sociedade de iguais, justa e solidária, questionou profundamente o sistema religioso e social no tempo das primeiras comunidades criadas. Assumir essa nova proposta de vida exigia muita coragem. entre os primeiros cristãos temos o exemplo de Estêvão: Homem cheio de fé e do Espírito Santo” (At 6,5), um dos líderes do grupo de judeus cristãos helenistas. Ele fazia grandes prodígios e sinais entre o povo. Fazer prodígios e sinais é o mesmo que dizer que ele era comprometido com a libertação dos pobres e oprimidos. O seu testemunho, como o de Jesus, gerou oposição e perseguição por parte de alguns grupos de judeus. Vamos ler o texto e conhecer um pouco mais o testemunho desse mártir.


5. Leitura do Texto

  • Acolher a Palavra de Deus, com canto apropriado, colocando-a em local visível acompanhada de velas ou tochas.
  • Ler o texto At 6,8-15; 7,55-60. A leitura pode ser feita em forma de diálogo.
  • Propor um momento de silêncio.

Para conversar:

       

          a) Quais são as acusações contra Estêvão e quem as faz?

          b) Quais as conseqüências do anúncio de Estêvão?


6. Iluminando a Vida

  • Muitas pessoas foram mortas por que assumiram o compromisso com os pobres, os oprimidos e os marginalizados. O testemunho de Estêvão continua tocando nosso coração. Mesmo perseguido, ele se mantém fiel à missão de anunciar a Boa Notícia aos pobres e pequenos. Esse seguidor de Jesus, mesmo sabendo que poderia ser morto, continuou denunciando as injustiças e as causas da opressão.

        a) Como pessoas cristãs, consagradas a Deus na Vida Religiosa, como tem sido nosso testemunho e nossa resistência na prática da justiça:

    • nas pequenas coisas da vida diária em nossas comunidades, no relacionamento entre nós e com funcionárias/os?
    • Dentro de nossa instituição?
    • Dentro da Igreja? Na sociedade?

        b) Qual a lição que aprendemos com pessoas que entregaram a vida em favor da vida?

        c) O que isso pode ajudar no processo de refundação da Vida Religiosa?

7. Celebrando a Vida

(Se possível, colocar a música – História do Trigo (faixa 7) do Cd – Ramón Ledesma)


Cada pessoa recebe uma semente (milho, arroz, feijão ou outra) para rezar sobre:

  * Função da semente: VIDA

Para tornar-se vida a sua casca, embrião, substância albúmen, cotilédones precisa de
luz, água, terra, ar. O seu desenvolvimento só é possível quando cumprir sua função
biológica, física, energética e humana.

 
A partir do texto bíblico e da comparação da semente o que queremos dizer para Deus hoje?
Olhar para a/o fundadora(or), herança de carisma e semente, que cuidados biológicos, físicos, energéticos e humanos exigem de mim para ser herdeira/o do carisma?
Olhar para as/os irmãs/os que nos dão um testemunho de prática da justiça e fazer uma prece de súplica, louvor, conforme o apelo a Deus.
Concluir com a bênção e o “Pai-Nosso dos mártires” ou outro canto apropriado.


8. Gesto concreto

  • Fazer um levantamento sobre a vida de alguma, algum mártir de nosso tempo. Como viveu, o que defendia, como enfrentou as dificuldades e perseguições decorrentes de seu testemunho. Ficar atentas/os aos testemunhos de prática da justiça nas nossas comunidades. Trazer o resultado da “pesquisa” para a celebração de abertura do próximo encontro.

Este encontro está no livro: No Caminho das comunidades... Roteiros e Subsídios para encontros, V.II. p.61-65. Texto adaptado para a Vida Religiosa por Nely Basso, CRB – Caxias do Sul.

1 Frase pronunciada por Dorcelina Folador – prefeita de Mundo Novo/MS, assassinada, no ano de 1999, por defender os direitos dos sem-terra.

 
Roteiro de Leitura Orante 2


Tema: Estender a mão.
Personagens: Pedro, João, homem aleijado e o povo.
Texto: At 3,1-10.
Palavras-chave: pessoa caída, olhar, pegar a mão, levantar e caminhar.
Perspectiva: Com os nossos gestos – contato físico, olhar amoroso e atento – ajudar a reerguer a pessoa que se encontra caída, desprovida de dignidade humana.

Depois Pedro pegou a mão direita do homem e o ajudou a se levantar. (At 3,7)



1. Preparar o Ambiente

  • Preparar um local para colocar a Bíblia, um vaso de flores (se possível naturais), uma vela e algumas folhas de jornal.
  • Escrever o tema do encontro em uma cartolina.
  • Deixar no local algumas tiras de papel em branco e pincéis.


2. Acolhida

  • Invoquemos a Trindade Santa que nos reúne. Em nome do Pai... (se possível, cantado).
  • Como foi a realização do nosso gesto concreto, sugerido no último encontro? Como fomos acolhidas/os? Vamos partilhar as experiências.

  • Vamos concluir este momento com o canto: “Animados pela fé” ou “Igreja é povo que se organiza”.


3. Motivando a Conversa

  • Dinâmica: Escolher figuras de pessoas caídas, desenhar duas mãos e colocá-las ao lado das figuras. Contemplar o cenário, lembrar as pessoas caídas que encontramos no nosso dia-a-dia e partilhar o significado dessas mãos.
  • Para refletir: Como é o agir das pessoas consagradas diante dessas situações? (encerrar este momento com o canto: “se meu irmão me estende as mãos”).


4. Situando o Texto

  • No tempo de Jesus e das primeiras comunidades cristãs, era muito comum encontrar pobres, miseráveis, doentes e pessoas portadoras de alguma deficiência física na porta do Templo. Essas pessoas eram consideradas impuras, excluídas da participação no Templo, ficavam nas beiras, à margem da sociedade. A presença dessas pessoas na porta do Templo era uma oportunidade para os judeus cumprirem a Lei. A esmola, juntamente com o jejum e a oração, eram consideradas como meio de purificação para se aproximar de Deus e ganhar a salvação. No texto que vamos ler, Pedro e João estão indo para a oração no Templo. Na porta encontram um homem aleijado. Este homem representa o povo pobre e excluído, dependente da caridade de outras pessoas. Ele se dirige aos apóstolos e pede uma esmola pelo “amor de Deus”. O homem pede e espera uma resposta.

    Vamos ler o texto e tentar entender a reação de Pedro e João.


5. Leitura do Texto

  • Vamos cantar um refrão para acolher a Palavra.
  • Ler At 3,1-10. Tempo de silêncio para reflexão.
  • Cada pessoa poderá repetir as palavras, expressões ou mesmo frases que mais chamam a nossa atenção.
Para conversar:

         

          a) Qual a resposta de Pedro e João diante do insistente pedido do homem aleijado? 
    

          b) Quais os gestos que Pedro e João usam para ir ao encontro do homem que pede uma esmola?

          c) O que aconteceu com o homem que foi curado?


6. Iluminando a Vida

  • Pedro e João, diante do homem que pede uma esmola, param, olham-no fixamente. Esse olhar significa entrar na solidariedade e pisar no mesmo chão de quem é olhado. Ele tem força para reanimar, para dar vida nova. Os apóstolos ordenam, não em nome do ouro e da prata, mas em nome de Jesus Cristo, o Nazareu, que o homem se levante e comece a andar. Pedro pegou-o pela mão direita e ele ficou de pé e entrou no Templo. Pedro toca o homem impuro, rompe a barreira que os separava. Agora, o homem que era paralítico, é reintegrado na sociedade, está livre, não precisa mais ser carregado por outras pessoas. A missão da comunidade cristã é ajudar a pessoa a se reerguer, a conquistar o seu espaço e sua dignidade de vida.

          a) O que motivou o surgimento da nossa Congregação, e o que essa memória tem a ver com esse tema?

          b) Como estão nossas mãos estendidas: para fazer um gesto assistencialista, ou para devolver a dignidade das pessoas?

          c) Como a Vida consagrada pode viver o seu profetismo através do olhar e das mãos?

 
7. Celebrando a Vida

  • Vamos olhar umas(uns) para as outras(os) e nos dar as mãos, como se cada uma(um) fosse uma pessoa caída e dizer: eu quero erguer você.
    A partir do texto bíblico, o que temos para dizer a Deus? Após cada prece, repetir a frase: "Levante-se e comece a andar".
  • Vamos concluir com a oração do Pai-Nosso.

 

8. Gesto Concreto

  • Lançar um olhar para a comunidade e cuidar para que todas as pessoas estejam incluídas. Na nossa missão, que o encontro com as pessoas esteja sempre na linha da justiça e da solidariedade.

 

9. Bênção final

  • “Deus tenha piedade de nós e nos abençoe, fazendo tua face brilhar sobre nós, para que se conheça o seu caminho sobre a terra, em todas as nações a tua salvação....”

Para maior aprofundamento, leia o livro "No caminho das comunidades... Atos dos Apóstolos: roteiros e subsídios para encontros, V.II, Paulus . Roteiro adaptado pelas irmãs Áurea Marques e Dietlind Nüsse - Regional CRB – Recife/PE



Roteiro de Leitura Orante 1


Tema:
Descruzar os braços.
Personagens: A comunidade, Jesus e os homens de branco.
Texto: At 1,6-11.
Palavras-chave: Tempo, Reino, Espírito e Testemunhas.
Perspectiva: Arregaçar as mangas e colaborar na construção do Reino de Deus.

Mas o Espírito Santo descerá sobre vocês, e dele receberão força para serem minhas testemunhas em Jerusalém, em toda a Judéia e Samaria, e até os extremos da terra. (At 1,8)


1. Preparar o Ambiente

  • Preparar o ambiente com flores, velas e um local de destaque para a Bíblia.
  • Escrever o tema do encontro em uma cartolina.
  • Deixar uma cartolina, ou outro papel e pedir para cada participante do encontro escrever o seu nome.

2. Acolhida

  • Bem-vinda, bem-vindo a este encontro. Vamos iniciar a reflexão sobre a caminhada das primeiras comunidades cristãs escrita no livro dos Atos dos Apóstolos. Renovando o nosso desejo de caminhar juntas e juntos, espelhando-nos na vida das primeiras comunidades cristãs, vamos cantar, numa só voz, um canto que nos anima a participar da construção do reino de Deus a partir de nossa comunidade ou do nosso grupo. Canto: "Deus chama a gente pra um momento novo", ou outro à escolha da comunidade.
  • Dinâmica: A coordenadora, o coordenador, do encontro convida cada pessoa para se apresentar dizendo o nome e o que espera desse "tempo" de encontro.
  • Invoquemos o Espírito Santo que nos une e nos anima em seu amor, da mesma maneira que animou as primeiras comunidades cristãs em sua ação missionária. Rezemos ou cantemos: "Vinde Espírito Santo..."

3. Motivando a Conversa

  • Vamos repetir o tema desse encontro e, após alguns minutos de silêncio, expressar o que ele diz para nós neste momento histórico da Vida Religiosa no Brasil .


  • Dinâmica: Pedir para que todas as pessoas fiquem de braços cruzados. Convidar cada uma, cada um a olhar, em silêncio, para a sua própria posição. Em seguida perguntar: o que significa ficar com os braços cruzados? Ainda nesta posição, questionar: qual o meu sentimento de estar com os braços cruzados ou ver as pessoas que estão ao meu redor, no dia-a-dia, cruzar os braços? Conversar sobre os sentimentos vivenciados pelo grupo.

  • Em nossa vida há muitos momentos de espera, tanto em âmbito pessoal como congregacional, eclesial, sociopolítico e cultural, que exigem de nós ir à luta. Por exemplo: o desafio da Vida Religiosa hoje é gerar um novo rosto que seja sinal e apelo para a sociedade recriar relações humanas, fraternas, solidárias e includentes. Esse novo rosto não acontecerá por acaso. Ele será fruto de reflexão, esforço, planejamento e avaliação de ações concretas, no cotidiano da nossa vida pessoal, comunitária e congregacional.

  • Isso supõe reler os sinais dos tempos, voltar à raiz dos carismas, resgata a profecia, buscar novas estruturas que priorizem os valores evangélicos de seguimento radical de Jesus e a missão. Tudo isso acima da preocupação natural com a sobrevivência da instituição.

  • Renovando o nosso compromisso, cantemos: "Eu quero ver..."


4. Situando o Texto

  • As primeiras comunidades cristãs esperam pela vinda do Messias. Sonham com a vinda de um rei poderoso, da descendência de Davi, para restaurar a realeza de Israel. Isso podemos constatar nas comunidades de Tessalônica. Por volta do ano 50 d.C., a primeira carta aos Tessalonicenses manifesta a angústia na espera pela vinda do Senhor. Mas nada aconteceu, o dia do Senhor não chegou. Ao contrário, as comunidades passaram por muitos sofrimentos. A Guerra Judaica foi um verdadeiro massacre contra o povo judeu, o Templo e a cidade de Jerusalém foram destruídos (66-73 d.C). O horizonte estava sombrio, sem perspectivas. O cansaço e o desânimo começaram a tomar conta das comunidades. Novamente, por volta do ano 85, renasce a pergunta pelo dia do Senhor. As comunidades questionam: É agora que o Senhor vai restaurar a realeza de Israel? Com esta pergunta no coração, vamos ler o texto do encontro de hoje.


5. Leitura do Texto

  • Cantar um refrão antes da leitura. Sugestão: "É como a chuva que lava"...
  • Ler At 1,6-11 – alguém do grupo pode fazer a leitura do texto.
  • Tempo de silêncio. A seguir, cada pessoa pode repetir a frase do texto que mais lhe tocou.

Para conversar:

  1. Qual a preocupação da comunidade?
  2. Qual é a proposta de Jesus?


6. Iluminando a Vida

  • "A comunidade estava olhando para o céu", boquiaberta, sem horizontes, esperando a volta do Senhor. Nesse momento, aparecem dois homens, enviados que convidam para voltar à realidade: "Por que vocês estão aí, parados, olhando para o céu?" (At 1,11). A comunidade cristã não pode ficar de braços cruzados, acomodada, esperando passivamente pelo dia do Senhor. É preciso agir, descruzar os braços, testemunhar com a vida e a prática que o "reino de Deus já está no meio de nós". "O reino de Deus não é questão de comida ou bebida; é justiça, paz e alegria no Espírito Santo" (Rm 14,17).
  1. Quais os traços do novo rosto da Vida Religiosa que sonhamos?
  2. Na prática já existem algumas características desse rosto? Quais?
  3. Que passos concretos podemos dar, em nível pessoal, comunitário e congregacional, para avançar nesse caminho?


7. Celebrando a Vida

  • Sugestão para a celebração final: Pegar o cartaz com os nomes das pessoas que estão participando do encontro e colocar num lugar central. Convidar o grupo a olhar, por alguns instantes, para o teto. Em seguida, a coordenadora, o coordenador pode ler: "mulheres e homens da... (dizer o nome do grupo, ou da comunidade) por que vocês estão aí parados olhando para o céu? E dizer o nome de cada pessoa (João, Maria, Antônio, Leila, Rafael...), por que vocês estão aí parados olhando para o céu? – As pessoas, ao serem chamadas, voltam suas cabeças para o círculo. Quando todas e todos estiverem olhando para o círculo, pedir que as pessoas, em silêncio, olhem umas às outras, por alguns instantes, acolhendo a contribuição de cada uma e de cada um na construção de um novo rosto da Vida Religiosa hoje.
  • Convidar todas/os a apresentarem ao Deus da Vida seus sonhos, suas esperanças e preocupações em forma de preces.
  • De mãos dadas, vamos finalizar com a oração do pai-nosso.

8. Gesto Concreto

  • Olhar, com o coração, para as pessoas da família, da comunidade, do bairro ... Perceber quais são seus maiores problemas e seus sonhos. Comunicar a experiência vivida.

9. Bênção final

  • Encerrar com a benção (cantada e com gestos, se for possível): "Deus te abençoe, Deus te proteja, Deus te dê a paz, Deus te dê a paz".

Lembrete: Para aprofundar esse tema, leia o livro do Centro Bíblico Verbo: No Caminho das Comunidades – roteiros e subsídios para encontros, V.II, São Paulo: Paulus, p.33-42.

Para uma visão geral do livro dos Atos, assista o vídeo: No Caminho das Comunidades – uma chave de leitura para o livro dos Atos. Verbo Filmes e Centro Bíblico Verbo.

 

Roteiro extraído do livro "No caminho das comunidades...

Atos dos Apóstolos: roteiros e subsídios para encontros, segundo volume

Adaptado por Isa Mascarenhas, csaj

e Terezinha Barros, pgap

Membros da equipe bíblica da CRB/Salvador